Vitrectomia Posterior - Descolamento de Retina

Características

A vitrectomia posterior é uma cirurgia delicada da retina em que o cirurgião remove o vítreo — o gel transparente que preenche o interior do olho — para tratar doenças que ameaçam a visão. No Hospital da Catarata, o procedimento é realizado por especialistas em retina cirúrgica, com tecnologia moderna e estrutura preparada para a sua segurança.

  • Cirurgia minimamente invasiva, feita por microincisões, sob anestesia local com sedação ou geral, conforme o caso.
  • Utilizamos a técnica de vitrectomia sem sutura (calibre 23 ou 25 gauge), considerada mais segura, confortável e de recuperação mais rápida.
  • Durante o procedimento, o vítreo é substituído por solução salina, gás ou óleo de silicone, conforme a doença tratada.
  • Dura, em média, de 1 a 2 horas, com alta no mesmo dia na maioria dos casos.

Indicações

A vitrectomia é indicada quando há doenças do vítreo ou da retina que não respondem a tratamento clínico ou que exigem acesso cirúrgico ao fundo do olho. As principais indicações são:

  • Descolamento de retina — quando a retina se solta da parede do olho
  • Retinopatia diabética avançada, com hemorragia vítrea ou tração
  • Buraco macular e membrana epirretiniana
  • Hemorragia vítrea que não reabsorve sozinha
  • Complicações de cirurgia de catarata (restos de cristalino ou luxação da lente)
  • Traumas oculares com comprometimento do vítreo ou da retina
  • Endoftalmite (infecção intraocular grave) e outras doenças da retina

Pós-Operatório

A recuperação da vitrectomia exige alguns cuidados importantes para garantir o melhor resultado. No Hospital da Catarata, cada paciente recebe orientações individualizadas e acompanhamento próximo da equipe de retina.

  • Repouso relativo por 1 a 2 semanas; retorno às atividades físicas em geral após 45 a 60 dias, conforme liberação médica.
  • O curativo costuma ser removido no dia seguinte, e os colírios são mantidos por 6 a 8 semanas.
  • Quando se usa gás ou ar dentro do olho, é preciso manter o posicionamento da cabeça orientado pelo cirurgião e evitar viagens aéreas e grandes altitudes até a liberação.
  • A melhora visual costuma aparecer em algumas semanas, mas o resultado final pode levar meses, dependendo da doença tratada.
  • Como toda cirurgia, há riscos — o principal é o descolamento de retina (novo ou recorrente), que pode exigir nova intervenção. O acompanhamento de perto reduz esse risco.

Precisa de avaliação de retina ou indicação de vitrectomia? Agende sua consulta no Hospital da Catarata — unidades na Lapa (Zona Oeste) e Chácara Santo Antônio (Zona Sul), em São Paulo. Fale pelo WhatsApp (11) 99437-5888 ou ligue 0800 150 8005.

Dúvidas frequentes sobre a cirurgia de retina

Quanto tempo depois da vitrectomia a visão volta?

Nas primeiras 24 a 48 horas a visão fica bem embaçada, e quando há gás dentro do olho é comum enxergar uma linha ondulada que se move, que é a borda da bolha. A visão começa a clarear entre a segunda e a quarta semana, conforme o gás é absorvido, e costuma se estabilizar de um a três meses. Com óleo de silicone, ela segue limitada até a retirada. Veja a recuperação semana a semana.

Como é feita a cirurgia de retina?

Na maioria dos casos com anestesia local e sedação. São feitas três aberturas de menos de um milímetro na parte branca do olho, por onde entram a luz, o soro que mantém a pressão e o instrumento que remove o vítreo. Depois vem o tratamento em si, que muda conforme o diagnóstico, e o preenchimento com soro, gás ou óleo de silicone. Em geral o paciente vai para casa no mesmo dia.

Preciso ficar com a cabeça numa posição depois?

Quando o cirurgião usa gás, sim. A bolha pressiona a retina contra a parede do olho e só funciona na posição certa, que é mais rigorosa na primeira semana. O gás também proíbe viagem de avião até ser absorvido por completo. O pós-operatório da cirurgia de retina trata do repouso, de como dormir e por quanto tempo manter a posição.

A vitrectomia causa catarata?

Ela acelera o aparecimento da catarata, e isso quase nunca é avisado antes. Na maioria dos adultos, principalmente acima dos 50 anos, a catarata surge ou avança nos meses e anos seguintes. Não é complicação, é evolução esperada, e a cirurgia de catarata tem recuperação própria, bem mais curta. Em parte dos casos os dois procedimentos são feitos na mesma cirurgia.

Vou enxergar como antes?

Depende do que foi tratado e de como a retina estava antes. A cirurgia costuma estabilizar ou recuperar parte da visão. Um descolamento operado cedo, que não chegou ao centro da retina, se recupera melhor; um descolamento antigo se recupera menos. É por isso que o tempo entre o sintoma e a cirurgia pesa tanto.

Quais sinais exigem atendimento imediato no pós-operatório?

Dor forte que não cede com o remédio prescrito, piora súbita da visão depois de um período de melhora, aumento de flashes de luz ou de pontos escuros, uma sombra em qualquer parte do campo de visão, ou olho muito vermelho com secreção. Dor forte e piora súbita não fazem parte da recuperação normal.

As condições tratadas pela cirurgia de retina

A vitrectomia não é um tratamento em si: é a via de acesso ao fundo do olho. O que muda é o diagnóstico que levou até ela. Estas são as condições que o Hospital da Catarata trata, e o que caracteriza cada uma.

Urgências — quando o tempo muda o resultado

  • Rotura retiniana — o rasgo antes do descolamento. Selado com laser em consultório, é o melhor cenário possível.
  • Descolamento de retina — a retina se soltou da parede do olho. Operar antes de a mácula descolar muda completamente o prognóstico.
  • Descolamento do vítreo posterior — processo natural do envelhecimento, quase sempre benigno, mas exige exame porque a minoria que rasga a retina começa igual.
  • Moscas volantes — antigas e estáveis são tranquilidade; novas em quantidade, com flashes, pedem retina na mesa de exame no mesmo dia.

Doenças do centro da visão

Doenças dos vasos da retina

Tratamentos que evitam ou acompanham a cirurgia

Os exames que definem a conduta

Nenhuma decisão de retina é tomada sem ver o fundo do olho: mapeamento de retina, OCT, OCT-Angio, retinografia e, quando o fundo não é visível, ultrassom ocular.