O descolamento do vítreo posterior (DVP) ocorre quando o vítreo — o gel transparente que preenche o interior do olho — se desprende da retina. É um processo natural do envelhecimento, mais comum após os 50 anos e em pessoas com miopia alta ou que já operaram catarata.
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O descolamento do vítreo posterior não tem, e não precisa ter, um tratamento que o desfaça: ele é uma mudança natural do gel que preenche o olho, e uma vez que o vítreo se separou da retina, ele não volta a se colar. O que se trata é a complicação, quando ela existe.
Por isso a pergunta importante na consulta não é “qual o tratamento”, e sim se há rotura — e isso só o mapeamento de retina sob dilatação responde.
Não, e a diferença muda a urgência. São duas camadas diferentes, e os nomes se parecem o suficiente para assustar quem acabou de receber o diagnóstico.
A ligação entre os dois é que, ao se soltar, o vítreo pode puxar a retina e abrir uma rotura — e a rotura não tratada é o caminho para o descolamento de retina. É exatamente por isso que um DVP “simples” merece exame de fundo de olho: não pelo DVP em si, mas para excluir a rotura.
Também é comum ouvir e escrever deslocamento do vítreo. O termo correto é descolamento, e trata-se da mesma condição.
Não há prazo fixo, e vale desconfiar de quem promete um. O que se observa na prática:
Procure atendimento no mesmo dia se as moscas aumentarem de repente, se os flashes voltarem depois de terem cessado, ou se surgir uma sombra escura tomando um lado da visão — são os sinais de que a situação deixou de ser um DVP simples.
O DVP em si não se trata, porque é um processo natural do envelhecimento e não é doença. O que se trata é a complicação: havendo rotura da retina, ela é selada com laser no próprio consultório, num procedimento rápido e sem internação. Se já houver descolamento de retina, a indicação passa a ser cirúrgica.
Na maioria das pessoas elas não somem por completo, mas incomodam cada vez menos. Parte dos pedacinhos de gel se deposita fora do centro da visão e o cérebro aprende a ignorar o resto, num processo chamado neuroadaptação. Em semanas a poucos meses a maioria diz que esqueceu que elas existem. Não existe colírio, vitamina ou exercício que as dissolva. Entenda as moscas volantes.
Procure atendimento no mesmo dia se aparecer uma sombra ou cortina cobrindo parte do campo de visão, uma chuva súbita de pontinhos pretos, queda da visão, imagens tortas no centro, ou flashes que aumentam em vez de diminuir. Esses são os sinais de que houve rasgo ou de que a retina começou a descolar. Veja os sinais em detalhe.
Em parte dos casos sim. A minoria que rasga a retina começa exatamente igual à maioria que não rasga, e é por isso que não dá para presumir que o seu caso é o comum sem alguém ter olhado o fundo do olho. A avaliação é feita com mapeamento de retina sob dilatação e, quando necessário, ultrassonografia ocular.
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